MORAR MAIS POR MENOS Rio 2017 Tendências

O Morar Mais por Menos 2017 trouxe ao Rio as tendências de decoração que enaltecem a criatividade e o design acessível. Rosê é a cor de 2017. A pintura criativa nas paredes promete trazer mais cor para os ambientes de diversas formas. O uso do ferro e do bambu é indiscriminado. O artesanato promete muito tricô, crochê e tramas naturais na decoração.

Tendência 1 – ROSÊS: esta denominação que unifica as tonalidades pastéis do rosa, estava presente nos móveis, nas paredes, nas luminárias, nas almofadas, colchas, quadros e vasos. Inusitada a intervenção criada “por acidente” no bordo da porta do Banheiro Contemporâneo – como nos contou o simpático arquiteto Fabiano Ravaglia. “Na falta do bordo (bordo é aquela faixa que é colada na borda do MDF de móveis e tudo que for em MDF) da mesma cor da porta, já que o MDF escolhido para a porta era lançamento, improvisamos com bordo rosê liso, e ficou muito harmônico com a textura amadeirada”. E ficou mesmo!!

Tendência 2 – PINTURA CRIATIVA: arte estampada nas paredes, ou melhor, pintada diretamente nas paredes. Esta forma inovadora de dar mais cor (por favor!) aos ambientes tem low cost e high effect. Seja geométrico (olhe este triangular e o que remete as formas típica dos papéis de parede e estampa dos vestidos dos anos 60); estilo taidai (deste quarto clima surf esverdeado); ou figurativo (veja as montanhas multicoloridas do escritório ou cor-de-rosa do quarto do bebê) todos são incríveis.

Tendência 3 – FERRO: o efeito ferro (porque a liga metálica aqui pode ser aço, etc) está em toda parte! Araras aéreas criativas, quadro na parede da piscina, escultura cactus, base de sofá, pendentes, cabeceira da cama, base de cadeiras e mesas. Ele combina com (quase) tudo e traz um ar contemporâneo do estilo industrial dos nossos tempos.

Tendência 4 – ARTESANAL: enquanto o mundo caminha para a tecnologia aliada a industrialização de massa, a contra-cultura do manual dá seus ares: artesanato está em alta no mundo todo. Da última vez que estive na Starbucks de Chinatown uma menina fazia um tricô entre um gole e outro. No Brasil o crochê se espalha. Tramas coloridas no biombo (padronagem lembra arte indígena), tapete em couro pintado como azulejos, banquetas e colchas tricotadas em lã crua (aquelas rústicas, tiradas “direto” das ovelhinhas), pantalhas de pendentes em palha (em entrelaçamento que remete a palha indiana), pufes “toras” de madeira natural (os nós naturais são destacados com iluminação interna) e muita cerâmica nordestina e de Búzios (a série de Búzios é protegida com cera de abelha, material especial que não desbota a pintura).

Tendência 5 – BAMBU: assim como com rosês, o bambu saiu das passarelas da moda e caiu nos lares (ou foi o caminho inverso?). Paredes, móveis, roda-meio, e em alguns projetos ele deixa de ser coadjuvante para ser protagonista. Leve, fresco, toque oriental que combina com os trópicos, por isso deve ter conquistado cada vez mais brasileiros.